terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Produtivo ano de 2017 na ABPducom

Replicando matéria do site da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais de Educomunicação - ABPEducom, da qual sou associado.
Por Diretoria da APBEducom



Apresentamos 15 ações que merecem destaque em 2017:
  1. Criamos um novo sitecom destaque para notícias das atividades desenvolvidas pelos nossos associados. O espaço organiza melhor as informações e fornece uma leitura mais objetiva sobre os assuntos de interesse da Educomunicação.
  2. Participamos de Conferências – Estadual e Nacional – de Direitos Humanos que incentivaram a Defensoria Pública do Estado de São Paulo a propor o Plano Estadual de Educação em Direitos HumanosClique aqui e confira a notícia. A ABPEducom por meio de seu presidente, o professor Ismar de Oliveira Soares, coordenou o Eixo Temático “Educação e Mídia”.
  3. Apoiamos o evento ‘Jornalismo, tecnologia e educação’, promovido entre os dias 17 e 18 de março, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
  4. Passamos todo o ano estruturando e buscando parceiros para o projeto “Mobilização Latinoamericana pela Educomunicação”. Juntamente com a FLACSO Brasil, o projeto intenta conquistar patrocínios para financiar a iniciativa.
  5. No início do ano a ABPEducom esteve presente no Rio Grande do Sul em aula inaugural do programa de Pós-Graduação em Comunicação Social, da FAMECOS/PUCRS.
  6. A ABPEducom participou ativamente do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CETIC-Br). Clique aqui e confira o site oficial.
  7. Apoiamos e participamos ativamente (inclusive incentivando os associados a participarem) do 1º Encontro Virtual de Educomunicadores de Mato Grosso, promovido pelo Núcleo Regional do Mato Grosso do Sul, ocorrido em maio.
  8. Apoiamos e a nossa Diretora Cultural coordenou o Curso de Educomunicação ministrado pelas Paulinas em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
  9. Organizamos e fizemos acontecer o primeiro Curso de Formação em Educomunicação em parceria com a Faculdade Cásper Líbero – o curso foi presencial. Além de novas edições do curso, para o ano de 2018, vamos lançar o curso em EaD para que possamos atender a todos os associados e educomunicadores do Brasil. Clique aqui e veja como foi o curso, número participantes e resultados.
  10. Foi também oficializada a criação do Núcleo Regional de Santa Catarina. Clique aqui e leia a notícia.
  11. Em setembro a ABPEducom esteve presente no 2º. Congresso Iberoamericano sobre Televisão e Educação ,que aconteceu em Buenos Aires, na Argentina. Clique aqui e veja como foi.
  12. Em outubro, a ABPEducom esteve representada por seu Secretário Executivo – na visita técnica dos Estudantes da Licenciatura em Educomunicação da USP na Universidade de Campina Grande – curso de Educomunicação. Desta visita resultou a criação do Núcleo Regional da ABPEducom na Paraíba. Clique aqui e leia a notícia.
  13. A ABPEducom esteve presente na Universidade Federal de São João Del Rei no evento Educomunicar para refletir e Mobilizar.Clique aqui e leia a notícia.
  14. Apoiamos e participamos do II Congresso Internacional sobre competências midiáticas. Clique aqui para ler a notícia.  Além disso, estamos finalizando o nosso novo e-book – Educomunicação e suas áreas de intervenção: novos paradigmas para o diálogo intercultural. Este trabalho é muito especial pois temos autores da maioria dos estados brasileiros.
  1. Temos trabalhado bastante junto às prefeituras municipais das cinco regiões do Brasil para levar a Educomunicação a todos os espaços. Neste ano estivemos em contato com as seguintes prefeituras: Itapoá-SC, Várzea Grande-MT, Cuiabá-MT, Juazeiro-BA, Salgueiro, PE, Jundiaí-SP, Mogi das Cruzes- SP, Salesópolis-SP, Ibiúna-SP e Iranduba-AM. A intenção, ainda em discussão entre a diretoria, é oferecer cursos de EaD aos professores municipais. 
Além destas iniciativas da ABPEducom, publicamos atividades de nossos associados (que nos foram enviadas): Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Ceará, entre outros. 
O futuro 
O desafio posto à ABPEducom é aumentar a representatividade ao redor do país, estruturando novas formas de participação e diálogo com os educomunicadores. Esse é um grande desafio e planejamos enfrentá-lo no primeiro dia de trabalho em 2018: 15 de janeiro, após o recesso de 30 dias.
Outra questão importante: reconhecemos que há uma demanda em aprimorar nosso canal de comunicação com cada membro da ABPEducom – sejam associados, associadas, conselheiros ou educomunicadores ao redor do país. Será nosso compromisso, a partir de 2018, melhorar esse aspecto do trabalho. A primeira medida será disponibilizar um formulário para que os associados possam preencher com informações que desejam divulgar; ou com dúvidas e questões sobre as ações da ABPEducom.
Esperamos também contar com o apoio, a parceria e a solidariedade para continuar avançando nos estudos e nas práticas educomunicativas.
 
Um abraço.
Ass: Diretoria da ABPEducom
.

O que é educação sexual


domingo, 3 de dezembro de 2017

Foi muito bom e importante ter participado como juiz de pesquisa no FLL. Um sábado inteiro de convívio com uma galera séria e muito longe de sisuda. As produções excelentes, crianças e jovens encarando os desafios e respondendo às perguntas dos juízes com desembaraço e conhecimento. Agradeço a oportunidade. #FLL #RoboticaSesiFLL.

Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.

Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.

sábado, 11 de novembro de 2017

Curumim contou, delicioso livro escrito por alunos da cidade e da aldeia

Um projeto materializa seu produto e registra na 63ª Feia do Livro de Porto Alegre lindas histórias da aldeia, transcritas por alunos da aldeia e da cidade. Procure conhecê-lo.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

O prefeito "garante" que vai cumprir a lei: poderia não cumpri-la?

Na primeira reunião, no décimo nono dia de greve, com intervenção de um grupo de vereadores para agendá-la, a proposta do prefeito é vaga, vazia, mantém o que sempre propôs: manter os projetos. É o que não queremos. Garante que os colocará em votação posteriormente, é o que não queremos. Pede nossa espera, não esperamos, temos lutado todos estes meses e nada acontece. Não nos recebe. Quando recebe afirma tudo o que vem apresentando sempre, não queremos. Mas tem uma novidade, sim uma novidade, importante novidade (aviso que é ironia), afirma que vai cumprir a lei e não descontar dos grevistas (a lei considera legal a greve e determina que não desconte dias parados). Sim porque não descontar, porque o trabalho será feito, os alunos receberão suas aulas, não há prejuízo do ano letivo, pelo menos até agora nunca houve. Mas é uma novidade muito importante: ele diz que vai cumprir a lei, assim, como se quisesse não cumpriria. Usa como força: "cumprirei a lei", onde é que estamos?, é possível querer ou decidir não cumprir a lei? Gente como ele é "bonzinho": vai cumprir a lei, será que vai? Será que ele escreverá e assinará em baixo que vai cumprir a lei? Aguardamos seu encaminhamento por escrito à nossa assembléia. A luta continua.

Foto de: Adroaldo Bauer Corrêa.

Foto de Jesualdo Freitas.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

"Esquentando a notícia" o que realmente mudou na comunidade?

Replicando texto de Sílvio Rocha.
#forçatimbauva

Voltamos nesta segunda-feira... É nosso primeiro dia de aula depois da escola ter sido sitiada na quarta-feira passada... Não senti na escola aquela algazarra habitual... Evidente que não esperava uma alegria efusiva, mas essa apatia também não. Passamos em todas as salas de aula... apenas metade dos alunos... O recreio sem os gritos ensurdecedores das crianças... senti falta até mesmo daquela correria que faz do “pega-pega” uma brincadeira bem mais bruta do que a de minhas lembranças do meu tempo de criança. Sempre falamos na escola que segunda-feira é o dia do chá... das doenças... das carências... pois não são poucos alunos que nos procuram para relatar alguma dor que estão sentindo... que precisam de uma atenção diferenciada, de um “cafuné”, após um final de semana sem escola... mas nessa segunda-feira foi diferente... sem dores... sem doenças... apenas o vazio gritante... Algumas pessoas nos comentários da postagem que fiz na quarta-feira, ainda impactado pelo que ocorrera, disseram “A Síria é aqui e agora...” Ao ver a escola com metade dos alunos esta afirmação ficou ecoando em minha cabeça... Aqui é a Síria... Aqui é o Iraque... Aqui é Burundi... “Aqui e agora”, na Timbaúva, é como em todas as localidades que se tornaram zonas de conflito... Há uma evidente fuga do bairro... Hoje o pedido do chá para “as diferentes dores” deu lugar ao comunicado de que “passaremos um tempo sem vir a escola...” “Estamos indo para...” “vamos esperar que fique mais calmo...” “não podemos continuar aqui...” Alguns falam de um afastamento temporário, já outros formalizam seus pedidos de transferência... O bairro não é seguro... A insegurança é, sem dúvida, bem mais do que apenas uma sensação que sentimos... ela é real... ela existe... É cotidiana... Ela está nos tiros escutados perto da escola... Ela está nos relatos de chacinas e assassinatos de familiares de nossos alunos... Nas histórias contadas pelas crianças nas salas de aula... A insegurança esfrega suas garras em nossas caras... A insegurança diante dos conflitos está gerando refugiados dentro da própria cidade... Não há possibilidade de outra escolha... É preciso sair do bairro... pedir abrigo à parentes e amigos residentes em outros locais... mudar... Até mesmo nesta ação extrema de deixar a própria casa estes cidadãos estão invisíveis... são refugiados que não contam nas estatísticas... Contudo, para nós, que diuturnamente estamos nas escolas de periferia, este ser humano, nosso aluno, tem nome... tem história... tem esperança... merecem nossa solidariedade e políticas públicas que respondam às suas necessidades vitais... não um olhar superficial mistificador, falas falaciosas, midiáticas ou um aparato repressivo que, por vezes, não vai além do tempo que as mídias ficam “esquentando a noticia”...
Foto de Silvio Rocha.
Foto de Silvio Rocha.
Foto de Silvio Rocha.
Foto de Silvio Rocha.
Foto de Silvio Rocha.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A guerra próxima viola o espaço escolar...

Replico o texto do colega Sílvio Rocha da escola em que estamos agora, sobre o que aconteceu na última quarta-feira.

Dia muito difícil hoje na escola Timbauva. A violência nos cerca e impede a normalidade das aulas. Compartilho a reflexão do colega Silvio Rocha:
Silvio Rocha adicionou uma foto e um vídeo.
Hoje nossa escola foi sitiada... vivemos momentos de pânico e angústia. Ao iniciar o turno da tarde ocorreram várias rajadas de tiros... gritaria... correria... crianças e pais agitados buscando refúgio na escola... Choros, murmurinhos e aquele ar pesado de que algo muito ruim pode acontecer a qualquer instante... Como manter a normalidade da aula?
Outros tiros são audíveis na proximidade da escola... Percorro o corredor do prédio da entrada, onde os pais se aglomeram na tentativa de encontrar proteção... O corredor está lotado... o burburinho de vozes trêmulas e tensas sufoca o ambiente... Olho para as crianças da pré-escola... lá estão sentadinhas no chão... no rosto de algumas as lágrimas ... em outras percebo as mãos trêmulas... (meus Deus com seis anos de idade e as mãos trêmulas) Aquele olhar pueril, mas que sente o peso da situação de guerra vivida... A guerra próxima viola o espaço escolar... o recado é certeiro e inequívoco... para facções rivais não existe lugar intocável...
A correria continuava... Meus colegas professores/as e funcionários/as, embora oprimidos pelo que estávamos vivenciando, exercitaram todos seus instintos de proteção e fraternidade para com os alunos... Novas rajadas ali e acolá... A agitação aumenta...
Agora o recado vindo de fora era ameaçador: evacuar a escola, pois a invasão é eminente... deve ser rápido... ou vai dar “merda”... a tomada da vila foi deflagrada... e a escola é alvo... é o trunfo de alerta... É o sinal vermelho para dizer que ninguém será poupado.. Os telefones não param... após muitas ligações e nosso pedido de ajuda para a Brigada Militar e a Guarda Municipal a resposta foi praticamente a mesma: não temos efetivo para ajudar a escola...
Novamente sozinhos... a evacuação começa... Diante de tudo, até foi organizada para evitar o pânico... Nesse momento nossos telefones particulares também foram utilizados para enviar alertas aos familiares para que todos alunos pudessem sair em segurança... Vi ainda muitos pais buscando abrigo na escola... com medo de ir embora... e nós tendo que mandá-los para casa, pois sabíamos que a escola naquele momento era zona de risco...
Aos poucos a escola foi sendo esvaziada... o murmurinho deu lugar a um clima de angustia pela certeza de que nossos alunos terão um longo feriadão... pela incerteza de como ficarão nesses dias... Como será o retorno na segunda-feira? Que inferno viverão?
Com a escola já quase vazia chega a guarda municipal para garantir a saída de todos... vários carros em diferentes pontos das esquinas da escola... Agora os tiros deram lugar aos motores de nossos carros saindo dali... Nós saímos do bairro... nossos alunos ficaram... Deus proteja-os...
Há, é bom dizer que nosso salário foi parcelado pelo Marchezan e seu secretário de educação, mas não dá para esquecer que a Vida não pode ser parcelada... ela está diante de nós de forma inteira e integral... Assim, estamos de “corpo e alma” no desconforto do conflito armado que transpassa as dependências da escola... ainda que nos nossos lares estejamos vivenciando os efeitos do parcelamento do salário... De qualquer maneira, em uma ou outra situação, é o poder público não cumprindo suas obrigações...
Força Timbaúva.