domingo, 7 de janeiro de 2018

Assassinado, porque estudava, era pesquisador, era professor, era íindio, estava trabalhando?

Nota de pesar, Nota por justiça
O Núcleo de Estudos de Povos Indígenas (NEPI) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vem a público expressar o profundo pesar e a extrema necessidade de justiça frente ao assassinato cruel sofrido pelo professor indígena Laklãnõ-Xokleng, Marcondes Namblá. Marcondes foi morto enquanto fazia trabalho temporário em Penha-SC, vendendo picolé neste período de férias turísticas no litoral do estado. Foi espancado na cabeça até cair desacordado, foi resgatado pelos bombeiros, levado ao hospital, passou por três cirurgias e não resistiu. Marcondes era egresso da UFSC, formado pelo Curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, fazia parte de uma geração que vislumbrou na Universidade um lugar para compreender melhor as dinâmicas políticas, econômicas e sociais que ao longo da história atingiram seu povo de forma injusta e sangrenta. O povo Laklãnõ-Xokleng vem Resistindo aos efeitos muitas vezes perversos do embate com o Estado e Marcondes descobriu que poderia compreender tais dinâmicas estudando as crianças de seu povo, dialogando com a Antropologia, a História e a Linguística. Mostrou que a Barragem Norte, que dividiu a Terra Indígena Laklãnõ, transformou o cotidiano das crianças, limitando o banho de rio e as brincadeiras que eram desenvolvidas na água. Mais ainda: estas brincadeiras mobilizavam vocabulários específicos, na língua nativa, que deixavam de ser utilizados pelas crianças, uma vez que as mesmas viam-se impedidas de brincar em determinadas partes do rio. Como professor e liderança em sua comunidade, preocupava-se com a língua materna, com processos de circulação de saberes e com as dimensões identitárias que eram configuradas pelo território. Tinha planos de seguir os estudos em nível de Mestrado, tinha posicionamentos claros quanto ao lugar da escola na formação das crianças e jovens de sua Terra Indígena, tinha projetos ligados à revitalização da língua Laklãnõ-Xokleng, tinha a intenção de ter uma renda extra neste verão... Tinha tudo isso quando saiu na rua, foi abordado e brutalmente assassinado! A nós restou a revolta de ter de aceitar a notícia de que vidas indígenas são interrompidas em qualquer esquina, como se algum outro ser humano tivesse o direito de fazer isto... Não tem! Em dezembro de 2015, o menino Vitor, da etnia Kaingang, foi assassinado na rodoviária de Imbituba, litoral catarinense, no colo de sua mãe. A Terra Indígena de Morro dos Cavalos vem sofrendo ataques consecutivos, violentos, os quais deixam marcas físicas, como uma mão decepada, e psicológicas, tal qual o medo que não vai embora. A violência aos povos indígenas é sistemática, diária, individual e coletiva.
Registramos aqui nossa tristeza, nossa indignação, nossa perda, mas sobretudo, nosso desejo de justiça.

Equipe NEPI-UFSC

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Produtivo ano de 2017 na ABPducom

Replicando matéria do site da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais de Educomunicação - ABPEducom, da qual sou associado.
Por Diretoria da APBEducom



Apresentamos 15 ações que merecem destaque em 2017:
  1. Criamos um novo sitecom destaque para notícias das atividades desenvolvidas pelos nossos associados. O espaço organiza melhor as informações e fornece uma leitura mais objetiva sobre os assuntos de interesse da Educomunicação.
  2. Participamos de Conferências – Estadual e Nacional – de Direitos Humanos que incentivaram a Defensoria Pública do Estado de São Paulo a propor o Plano Estadual de Educação em Direitos HumanosClique aqui e confira a notícia. A ABPEducom por meio de seu presidente, o professor Ismar de Oliveira Soares, coordenou o Eixo Temático “Educação e Mídia”.
  3. Apoiamos o evento ‘Jornalismo, tecnologia e educação’, promovido entre os dias 17 e 18 de março, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
  4. Passamos todo o ano estruturando e buscando parceiros para o projeto “Mobilização Latinoamericana pela Educomunicação”. Juntamente com a FLACSO Brasil, o projeto intenta conquistar patrocínios para financiar a iniciativa.
  5. No início do ano a ABPEducom esteve presente no Rio Grande do Sul em aula inaugural do programa de Pós-Graduação em Comunicação Social, da FAMECOS/PUCRS.
  6. A ABPEducom participou ativamente do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CETIC-Br). Clique aqui e confira o site oficial.
  7. Apoiamos e participamos ativamente (inclusive incentivando os associados a participarem) do 1º Encontro Virtual de Educomunicadores de Mato Grosso, promovido pelo Núcleo Regional do Mato Grosso do Sul, ocorrido em maio.
  8. Apoiamos e a nossa Diretora Cultural coordenou o Curso de Educomunicação ministrado pelas Paulinas em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
  9. Organizamos e fizemos acontecer o primeiro Curso de Formação em Educomunicação em parceria com a Faculdade Cásper Líbero – o curso foi presencial. Além de novas edições do curso, para o ano de 2018, vamos lançar o curso em EaD para que possamos atender a todos os associados e educomunicadores do Brasil. Clique aqui e veja como foi o curso, número participantes e resultados.
  10. Foi também oficializada a criação do Núcleo Regional de Santa Catarina. Clique aqui e leia a notícia.
  11. Em setembro a ABPEducom esteve presente no 2º. Congresso Iberoamericano sobre Televisão e Educação ,que aconteceu em Buenos Aires, na Argentina. Clique aqui e veja como foi.
  12. Em outubro, a ABPEducom esteve representada por seu Secretário Executivo – na visita técnica dos Estudantes da Licenciatura em Educomunicação da USP na Universidade de Campina Grande – curso de Educomunicação. Desta visita resultou a criação do Núcleo Regional da ABPEducom na Paraíba. Clique aqui e leia a notícia.
  13. A ABPEducom esteve presente na Universidade Federal de São João Del Rei no evento Educomunicar para refletir e Mobilizar.Clique aqui e leia a notícia.
  14. Apoiamos e participamos do II Congresso Internacional sobre competências midiáticas. Clique aqui para ler a notícia.  Além disso, estamos finalizando o nosso novo e-book – Educomunicação e suas áreas de intervenção: novos paradigmas para o diálogo intercultural. Este trabalho é muito especial pois temos autores da maioria dos estados brasileiros.
  1. Temos trabalhado bastante junto às prefeituras municipais das cinco regiões do Brasil para levar a Educomunicação a todos os espaços. Neste ano estivemos em contato com as seguintes prefeituras: Itapoá-SC, Várzea Grande-MT, Cuiabá-MT, Juazeiro-BA, Salgueiro, PE, Jundiaí-SP, Mogi das Cruzes- SP, Salesópolis-SP, Ibiúna-SP e Iranduba-AM. A intenção, ainda em discussão entre a diretoria, é oferecer cursos de EaD aos professores municipais. 
Além destas iniciativas da ABPEducom, publicamos atividades de nossos associados (que nos foram enviadas): Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Ceará, entre outros. 
O futuro 
O desafio posto à ABPEducom é aumentar a representatividade ao redor do país, estruturando novas formas de participação e diálogo com os educomunicadores. Esse é um grande desafio e planejamos enfrentá-lo no primeiro dia de trabalho em 2018: 15 de janeiro, após o recesso de 30 dias.
Outra questão importante: reconhecemos que há uma demanda em aprimorar nosso canal de comunicação com cada membro da ABPEducom – sejam associados, associadas, conselheiros ou educomunicadores ao redor do país. Será nosso compromisso, a partir de 2018, melhorar esse aspecto do trabalho. A primeira medida será disponibilizar um formulário para que os associados possam preencher com informações que desejam divulgar; ou com dúvidas e questões sobre as ações da ABPEducom.
Esperamos também contar com o apoio, a parceria e a solidariedade para continuar avançando nos estudos e nas práticas educomunicativas.
 
Um abraço.
Ass: Diretoria da ABPEducom
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O que é educação sexual


domingo, 3 de dezembro de 2017

Foi muito bom e importante ter participado como juiz de pesquisa no FLL. Um sábado inteiro de convívio com uma galera séria e muito longe de sisuda. As produções excelentes, crianças e jovens encarando os desafios e respondendo às perguntas dos juízes com desembaraço e conhecimento. Agradeço a oportunidade. #FLL #RoboticaSesiFLL.

Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.

Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.
Foto de Jesualdo Freitas.

sábado, 11 de novembro de 2017

Curumim contou, delicioso livro escrito por alunos da cidade e da aldeia

Um projeto materializa seu produto e registra na 63ª Feia do Livro de Porto Alegre lindas histórias da aldeia, transcritas por alunos da aldeia e da cidade. Procure conhecê-lo.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

O prefeito "garante" que vai cumprir a lei: poderia não cumpri-la?

Na primeira reunião, no décimo nono dia de greve, com intervenção de um grupo de vereadores para agendá-la, a proposta do prefeito é vaga, vazia, mantém o que sempre propôs: manter os projetos. É o que não queremos. Garante que os colocará em votação posteriormente, é o que não queremos. Pede nossa espera, não esperamos, temos lutado todos estes meses e nada acontece. Não nos recebe. Quando recebe afirma tudo o que vem apresentando sempre, não queremos. Mas tem uma novidade, sim uma novidade, importante novidade (aviso que é ironia), afirma que vai cumprir a lei e não descontar dos grevistas (a lei considera legal a greve e determina que não desconte dias parados). Sim porque não descontar, porque o trabalho será feito, os alunos receberão suas aulas, não há prejuízo do ano letivo, pelo menos até agora nunca houve. Mas é uma novidade muito importante: ele diz que vai cumprir a lei, assim, como se quisesse não cumpriria. Usa como força: "cumprirei a lei", onde é que estamos?, é possível querer ou decidir não cumprir a lei? Gente como ele é "bonzinho": vai cumprir a lei, será que vai? Será que ele escreverá e assinará em baixo que vai cumprir a lei? Aguardamos seu encaminhamento por escrito à nossa assembléia. A luta continua.

Foto de: Adroaldo Bauer Corrêa.

Foto de Jesualdo Freitas.